Os lideres dos partidos políticos se organizaram e aprovaram algumas reformas que garantem a continuidade ao atual modelo politico do nosso país. Ou seja onde poucos detem o poder e mandam em muitos.
Durante algum tempo ouvimos falar de reforma política. Mas que reforma política que beneficie o povo - o eleitor - pode ser feita pelos próprios políticos?
Iniciativas como o pleito do desarmamento ou de alguns pleblicitos de amancipação de algumas localidades para torná-las municipios já fazem parte de iniciativas que buscam na opinião pública um rumo para seguir um novo caminho.
Atualmente o eleitor escolhe através do voto os representantes, que deveria ser sua voz nos poderes públicos constituidos, mas não consegue monitorar, muito menos influenciar, rumos e os atos destes representantes ficando após cada nova eleição apenas como um expectador.
O processo é tão superficial que em muito pouco tempo esquecemos até em que candidato nós votamos.
Se este candidato não se porta como prometeu durante sua campanha eleitoral a única prerrogativa que lhe resta é não mais votar no candidato nas próximas eleições.
Mas isto não é o suficiente. Após 4 anos de mandato ele já fez o que pode e o que quis. Se eles não forem candidatos conscientes de suas obrigações agem quase empre em benefíco próprio, ou em prol de instituições e organizações que os contrata para defender seus interesses.
É simples comprovar o que digo. Vira e volta os meios de comunicação noticiam informações sobre politicos ligados à bancadas Ruralista, Cristã, da indústria farmacêutica etc. Pergunto onde está a bancada do Eleitor - a bancada do Povo?
Em função do atual quadro político seria interessante aprovar uma lei que permitisse ao eleitor reparar o seu voto. Dando aos eleitores a possibilidade de corrigir seu voto há qualquer momento.
Esta proposta iria permitir que o eleitor, sempre que ele achasse que o voto que deu a um candidato, fruto de promessas de campanha que se mostam falsas ou que não estavam sendo respeitadas, pudessem retirar o voto que deu a este candidato.
No momento que este político chegasse a um nº de votos equivalente a 49% dos votos recebidos durante a eleição ele perderia automáticamente o seu mandato.
Seu suplente assumiria tendo como meta viabilizar as propostas e promessas feitas para os eleitores.
Para reparar seu voto o eleitor se identificaria em uma junta eleitoral ou em outro lugar - câmara de vereadores - onde através de um terminal do TRE pudesse formalizar seu pedido de suspensão de voto.
O processo teria o mesmo nivel de segurança utilizado durantes os pleitos eleitorais. Assim ele só poderia retirar os votos que ele deu para os politicos que ele ajudou a eleger.
O sistema eleitoral brasileiro é extremamente avançado e permite esse tipo de dinâmica. A tecnologia de segurança da informação aliada à responsabilização de um juiz eleitoral, como avalizador do processo de reparação permitiria o uso do "voto reparador".
Com este sistema os políticos passariam a se unir para exercer tráfego de influência em prol do eleitor do seu bairro, municipio e estado beneficiando todo o país.
Desta forma teríamos governos nem grande demais ou pequeno demais, mas funcionando e ajudando as pessoas a encontrar empregos com um salário decente, impostos que sejam possiveis pagar, retorno para suas contribuições. Assim os programas e propostas alinhadas com esta postura iriam ou não seguir em frente. As que estivessem voltadas para bem público segueriam em frente, as que não fossem seriam encerradas.
MIlton Santana é publicitário e articulista do Instituto Percepções de Responsabilidade Social, miltonsantana@hotmail.com, acesse o blog http://euqueromeuvotodevolta.blogspot.com/