Desculpe, mas seu Browser não suporta Scripts.

Logotipo - Instituto Percepções de Responsabilidade Social
Última Atualização: 2/9/2010 17:01:37
ver em alto contraste  Ver o site sem alto contraste
    Ícone - Fale Conosco   
   
 

Editorial: O sonho se torna realidade

ONG no Pantanal cria Projeto de Inclusão e Renda

Pauê: Um Exemplo de Superação

Áreas de Atuação do Instituto Percepções

Países Ricos aumentam a Emissão de Gases do Efeito Estufa

Imprimindo respeito ao Meio Ambiente

Deus nos deu o Tempo assim

Pesquisas com células tronco estão em risco

Comitê Paraolímpico divulga listas de atletas

Presidente Lula sanciona a Lei do Saneamento Básico

Instituto Percepções assina convênio com a CBV

Filme sobre Brasil violento e corrupto ganha prêmio

Iluminado por Cristo e pela Pátria

Equovida pela Vida

Europeus aceitam reduzir emissões de gases poluentes

Em 20 anos, faltará água para 60% do mundo, diz ONU

Anestésico pode causar Alzheimer, diz pesquisa

'Olho biônico' pode chegar ao mercado em dois anos

Aulas de Solidariedade na Praia

Comunidade da Babilônia: do individual ao coletivo

A arquitetura da exclusão

O choque que não surge da tomada

Cúpula do G8 foi "pura farsa", dizem Bono e Geldof

Milionários brasileiros têm meio PIB

VivaVôlei Solidário na Oficina de Cinema Infantil

Fumo e obesidade podem prejudicar audição


 


 


 

Foto - Evandro Teixeira
Rodrigo Bahiense  Botão - Enviar por e-mail
Mentiras virtuais.
  Mentiras virtuais.


Botão - Voltar
Traição em dose dupla


Você escreveria um romance relatando, mesmo que de forma implícita, como assassinou o suposto “caso” da sua ex-mulher ou ainda, faria da infidelidade um meio de ganhar a vida?

Bem, foi o que fizeram um escritor polonês e uma ex-investigadora francesa que, em graus diametralmente opostos, trataram a relação entre casais: ora com excesso, ora com certo descaso.

Sabe aquilo de que a mentira tem pernas curtas? De certo, o ditado ainda é válido. Só que agora ela ainda usa saltos. Isso porque coube a uma mulher, a ex-detetive particular Regine Mourizard, de 50 anos e dois filhos, a curiosa tarefa de criar um site para fornecer álibis aos infiéis.

Ao contrário do que se pode pensar em princípio, os europeus são “desenvolvidos” economicamente mas, em termos de ética nas relações afetivas, “todos” parecem convergir para o terceiro mundo. O site francês cobra para dar veracidade as mentiras e desculpas contadas pelos infiéis. O valor varia de acordo com a complexidade e os custos dos álibis falsos e o atendimento é personalizado. O Alibila foi criado recentemente e se diz “protetor” das atividades privadas. Ou seria melhor cúmplice?

Eles acreditam tirar seus clientes do que eles chamam de “sufoco do contexto familiar”. Basta informar o momento em que precisa justificar sua ausência. Compromissos forjados e falsos almoços e jantares são apenas alguns dos recursos encontrados pela empresa para faltar com a verdade. Até o material promocional é produzido para evento fictício e cartões postais verdadeiros são enviados com o intuito de explicar “puladas de cerca internacionais”. Uma confirmação telefônica de uma reunião inexistente, quando o cliente e o cônjuge estão juntos, custa 19 euros (cerca de R$ 50) e representa a tarifa mínima. O serviço pode ser disponibilizado por vários dias consecutivos. As desculpas mais elaboradas chegam a 400 reais.

Aproximadamente 50 pessoas já contrataram o site, a maioria homens casados. A idade varia entre 25 e 60 anos. Contudo, os quarentões se destacam. Essa página na web também oferece álibis a quem não deseja comparecer, por exemplo, a um encontro com familiares ou amigos. “Se o álibi é perfeito e o parceiro não suspeitar de nada, isso às vezes pode salvar casamentos”(fonte: O Estado de São Paulo).

A afirmação de Regine denota a fragilidade das relações conjugais contemporâneas. Entretanto, a meu ver, essa não foi a pior. O mais estarrecedor é que a ex-detetive particular se defende das críticas alegando que se trata de um serviço legal já que o Alibila não produz documentos de identidade falsa. Nos outros, a companhia faz os clientes assinarem um documento se comprometendo a não usar as contas para ludibriar seus empregadores ou o governo.. Se está dentro da lei, vai de encontro às noções éticas e morais. Além disso, não parece ser esta a forma mais “virtuosa” de ganhar dinheiro.

Outro desdobramento a cerca da traição, mais grave ainda, ocorreu na Polônia. Onde o escritor Krystian Bala foi condenado a 25 anos de prisão pela morte do empresário Dariusz Janiszewski por acreditar que ele estava tendo “um affair” com sua ex-mulher. Infelizmente o crime passional é tão comum que não causa mais o impacto que deveria. Todavia, é raro que a polícia encontre pistas de um crime num livro cujo autor seja o assassino. O corpo de Janiszewski, dono de uma pequena agência de publicidade, chamada Dariusz J, foi localizado por pescadores nas margens do rio Oder, próximo da cidade polonesa de Wroclaw, em dezembro de 2000. Com sinais de tortura e desnutrição, a vítima foi amarrada para que não pudesse nadar. Durante anos a polícia de Wroclaw desconhecia a motivação nem tinha suspeitos para o homicídio. Até que um policial encontrou uma discussão na Internet a respeito de um assassinato em um romance recém-publicado de nome Amok. O livro foi o primeiro romance do filósofo Krystian Bala, e continha descrição semelhante ao assassinato de Janiszewski.

O que facilitou a conclusão do inquérito policial?

A promotoria alegou que o escritor polaco estava com ciúmes de Janiszewski, porque suspeitava que este mantinha um relacionamento amoroso com sua ex-mulher. Bela negou o crime e disse ter escrito a obra ao ler sobre o caso na mídia.

Apesar da diferença evidente entre cometer um assassinato e se aproveitar de um desvio de comportamento, é preciso refletir em dobro não apenas sobre a traição em si mas também acerca de suas conseqüências além das “quatro paredes” que transitam entre o inusitado e o trágico. O adultério já é lamentável. No entanto, ele pode nos conduzir à traições que vão da simples falta de ética até a perda total de civilidade. Não é à toa que os personagens centrais são uma um ex-detetive e agora um provável ex-escritor.

Rodrigo Bahiense é jornalista do Instituto Percepções de Responsabilidade Social e mestrando da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. rodrigobahiense@percepcoes.org.br



Marcador de Link China e EUA travam duelo em Pequim
Marcador de Link É fácil falar e só.
Marcador de Link Reféns da saudade
Marcador de Link Bota na conta do povo
Marcador de Link Presidentes e Mistérios nas Telas Brasil-Rússia
Marcador de Link A Arca de Noé é Aqui
Marcador de Link Romário, a malícia do gol
Marcador de Link Paradoxos Modernos
Marcador de Link Quebra o Decoro e Requebra na Assembléia
Marcador de Link Reforma Vira Mania Sul-americana
Marcador de Link Salve 2008
Marcador de Link Habilidade dez, acessibilidade zero
Marcador de Link Lamarca: Reflexão além da patente
Marcador de Link Breve Feriado pra Vida
Marcador de Link Ufa, enfim alguém gritou
Marcador de Link Tropa de elite na mira dos piratas
Marcador de Link Traição em dose dupla
Marcador de Link Paraíso Tropical ou Senado Federal?
Marcador de Link Cenas indigestas no Senado
Marcador de Link Os perigos das novas relações online
Marcador de Link Parapan é mais que Esporte
Marcador de Link Parapan: oportunidade de ouro para a mídia
Marcador de Link Rodrigo Bahiense: Um Olhar de Si
Botão Home