Em minhas viagens pelo Brasil, principalmente quando parto de Recife com destino ao Rio de Janeiro, a fim de realizar trabalhos, exposições ou rever os amigos, observo a perpetuação do descaso em relação aos princípios básicos de acessibilidade para pessoas com deficiência.
Um exemplo são os aeroportos. Diante de tantos investimentos destinados à reforma e ampliação de suas instalações, fico impressionado com a falta de banheiros adaptados e falhas nas estruturas em muitos daqueles que são classificados como.
Dia desses no aeroporto Tom Jobim no Rio de Janeiro, não acreditei quando encontrei um banheiro “adaptado” em que a porta abria para dentro do sanitário.
Como é que a pessoa com deficiência poderá entrar com a sua cadeira de rodas e fechar a porta do banheiro se a mesma tem o seu movimento para dentro?
Talvez o amigo ou amiga não tenha ainda pensado sobre isso ou não conheça o assunto. Tudo bem, eu compreendo. O que não podemos aceitar é que um arquiteto ou engenheiro formado assine uma planta ou projeto com um erro grosseiro como esse.
Nesses casos, costumo dizer...aí é bronca.
Manasses Andrade é Artista Plástico e Diretor Social do Instituto Percepções. manasses@percepcoes.org.br
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