A China assinou, às vésperas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Pequim, a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Uma iniciativa aprovada pela Organização das Nações Unidas em dezembro de 2006 e que já conta com a adesão de mais de 130 países.
Se no Brasil, que ratificou o tratado em julho de 2008, presenciamos o descaso do poder público no que tange o respeito e valorização das pessoas com deficiência, resta imaginar como o regime autoritário chinês poderá cumprir as diretrizes da Convenção Internacional que estabelece a garantia de autonomia e discussão das políticas públicas relacionadas às pessoas com deficiência.
Considerando-se que 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência, teremos no país mais populoso do planeta um grupo de 130 milhões de pessoas com deficiência. Para imaginar o que isso representa, é como se 07 entre cada 10 brasileiros tivessem alguma deficiência.
A Rádio Oficial da China, fonte oficial do governo, afirma que as pessoas com deficiência que residem no país, desfrutam de plenas condições de acessibilidade e que o grande avanço ocorreu a partir de 1990 com a promulgação da Lei de Garantia e Proteção das Pessoas com Deficiência, que significou uma melhoria expressiva na qualidade de vida dessa população.
Fronteiras à parte, essa é uma causa que deve ser defendida e promovida em todo o planeta e quem sabe um dia merecerá uma medalha de ouro.
Marco Vitale - presidente do Instituto Percepções de Responsabilidade Social
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