A grande disputa a ser travada a partir do dia 13 de julho no Rio de Janeiro, não terá como cenário os campos de futebol, ginásios, piscinas ou pistas de atletismo.
O maior desafio será o comportamento de uma cidade que teve a natureza esculpida por Deus, mas que sofre com graves mazelas sociais e a omissão de suas autoridades.
Semanas antes dos Jogos Pan-americanos, comunidades foram transformadas em campos de guerra: de um lado traficantes fortemente armados e do outro as polícias militar, civil e forças nacionais. No meio do caminho, moradores corriam em pânico entre tiros de fuzil.
Nos próximos 16 dias, o mundo estará assistindo diversas competições esportivas que representam a união dos povos das Américas. Não queremos que esse espaço seja dividido com cenas de violência e barbáries.
Esperamos que o legado social do Pan realmente seja percebido após a sua realização e que o esporte possa ser a ferramenta de promoção de milhares de crianças e adolescentes que estão excluídos de elementos básicos para o seu desenvolvimento.
Vamos torcer pelo esporte e pela Sociedade.
Marco Vitale - Presidente do Instituto Percepções de Responsabilidade Social
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