Jornal do Brasil - 17/03: O VivaVôlei Solidário é uma iniciativa especial e pioneira, que integra pessoas em situação de risco, da terceira idade e com deficiência.
O autor da idéia é Marco Vitale, presidente do Instituto Percepções de Responsabilidade Social. Ele buscou a parceria do projeto VivaVôlei, que existe desde 1999 e que já atendeu a cerca de 60 mil crianças em 15 Estados brasileiros.
- Vamos aprender com o instituto a ensinar pessoas com deficiência - explica Marco Aurélio Gonçalves, coordenador nacional do projeto VivaVôlei.
A proposta foi apresentada ao Banco Máxima, que entrou com o patrocínio. A instituição dá o suporte financeiro para a compra de material esportivo e pagamento de instrutores. Segundo Claudia Costa, diretora de recursos humanos do Máxima, o banco, além de apoiar projetos sociais, também trabalha com a diversidade, como o instituto que Marco preside.
Da união dos três nasceu o projeto. A festa de lançamento foi no domingo passado, com a participação de artistas e atletas.
O objetivo do VivaVôlei Solidário é, segundo Marco Vitale, transmitir através do esporte, conceitos básicos de cidadania e valores como disciplina e respeito.
As inscrições para as primeiras turmas começaram há duas semanas e 350 alunos já estão matriculados. As aulas são gratuitas e as redes são montadas na Praia de Copacabana, em frente à Av. Princesa Isabel.
- Fomos às escolas públicas e às comunidades do Chapéu Mangueira e Babilônia convidar as crianças - comenta Marco Vitale.
Apesar da grande procura, ele avisa que ainda há vagas para o período da manhã. Os alunos podem optar por ter aulas duas ou três vezes por semana. A turma da terceira idade vai iniciar as atividades na terça-feira. As crianças que já começaram a frequentar as quadras estão animadas com a oportunidade.
- Adoro vôlei e agora tenho a chance de aprender - diz Yndiara Bezerra da Silva, de 11 anos, estudante da 4a série.
Os estudantes Vitor Gouveia Magalhães, de 11 anos, e Gilmar Paulino Bosco, de 8 anos, gostam de participar. Além da satisfação das crianças matriculadas, Marco comemora a chegada de mais um aluno, esta semana. O adolescente pediu para jogar, disse que mora nas ruas de Copacabana e que não estuda.
- Vamos procurar os pais do menino e colocá-lo em uma escola - planeja Marco.